Na entrevista, o chanceler Pablo Quirno confirmou visita do papa León XIV ao país.

Na manhã desta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores do governo Milei, Pablo Quirno, disse em entrevista à imprensa, em Buenos Aires, que o governo Lula tomou uma decisão “unilateral” ao rebaixar o nível da relação diplomática entre os dois países.

A decisão do governo brasileiro foi tomada após novos insultos do presidente argentino contra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante um programa de televisão do canal LN+, na noite de domingo, quando voltou a chama-lo de “ladrão” e afirmar que “Lula não é inocente” e foi liberado da prisão por “um erro” da Justiça.

As declarações de Milei foram realizadas uma semana depois da sua participação na convenção do PL, em São Paulo, onde chamou o presidente brasileiro de “ladrão” e “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “careca lixo”.

Após as primeiras declarações de Milei no palanque de campanha do senador Flávio Bolsonaro, o Itamaraty convocou o embaixador do Brasil, Júlio Bitelli, num sinal de protesto contra os atos de Milei.

Dias depois, o governo brasileiro tinha decidido pelo retorno de Bitelli ao posto em Buenos Aires, num sinal de que não pretendia continuar alimentando as rusgas entre os dois países, fundadores do Mercosul. Mas os ataques de Milei, na noite de domingo, mudaram o cenário. E o governo brasileiro optou pelo rebaixamento da relação bilateral, num fato inédito pelo menos em tempos democráticos. E o retorno de Bitelli foi congelado.